Prateleira 003
Fala gente! Mais um fim-de-semana se aproximando e que ele seja muito proveitoso a todos.

Música:

Hoje puxei da prateleira um disco muito bacana para indicar:

01. "Time's Up" - Living Colour


Como nas semanas passadas indiquei discos sobre música brasileira, jazz e soul, dessa vez resolvi falar de rock.
A Epic Records (atual Sony) lançou esse disco (o segundo da banda) em 1990. No entanto, lembro-me de meu primeiro contato com Living Colour durante os primórdios da MTV Brasileira através do clipe da canção título do album (Time’s Up). Comprei o cd então e até hoje o ouço com certa frequência. Com uma mistura de hard rock, hip hop, soul, funk, blues e jazz, Living Colour sacudiu o final da década de 80 e início da de 90 com um som diferente de interessante frescor. A banda contava com uma formação original de excelentes músicos: Corey Glover (vocais), Vernon Reid (guitarra), William Calhoun (bateria, percussão) e Muzz Skillings (baixo; Doug Wimbish é o baixista desde 1992). Eles começaram o grupo como trio instrumental de “hard fusion” em Nova Iorque sob a liderança de Reid. Apadrinhados por Mick Jagger e já com vocalista, eles gravaram o primeiro disco “Vivid” em 1988 e abriram diversos shows para os Rolling Stones. Logo em 89 ganharam o Grammy pela canção “Cult of Personality” e, assim, recebiam reconhecimento internacional. Já o segundo disco traz inúmeros sucessos (entre eles “Elvis is Dead” e “Love Rears Its Ugly Head”) e as participações especiais de Little Richard, Maceo Parker, Mick Jagger, Queen Latifah, Don Byron entre outros. Os integrantes do grupo também sempre tiveram uma relação muito próxima com o universo do Jazz, já que todos incluem no currículo colaborações com pesos pesados do estilo como Bill Friesel, Wayne Shorter, B.B. King etc. Living Colour já tocou algumas vezes no Brasil e fala-se que William e Doug planejam mais uma temporada por aqui (ano passado, além dos shows que fizeram ainda gravaram boa parte do segundo disco de Fernanda Porto). Sejam sempre muito bem-vindos.

Cinema:

01. X-Men III O Confronto Final.


Muita gente pode achar bobinha e sem profundidade, mas eu penso que a trilogia dos “X-Men” conseguiu, junto com Sin City, trazer a melhor adaptação de história em quadrinhos para o cinema. Se você não gosta desse tipo de filme, então por favor desconsidere essa dica. Como eu sou muito fã das aventuras dos mutantes de Stan Lee, fiz questão de acompanhar na tela grande a conclusão (sera?) do diretor Brett Ratner. O filme é repleto de ação “hollywoodiana”, tem ótimos efeitos especiais e mais uma vez traz boas atuações de Ian McKellen e Hugh Jackman. Claro que os fanáticos pelos quadrinhos podem desgostar do desfecho que alguns personagens têm nessa história conclusiva, mas mesmo assim o filme diverte na medida certa. De tudo que está em cartaz atualmente, provavelmente essa não é a indicação mais culturalmente desafiadora, mas X-Men III é certamente um passatempo muito agradável para quem gosta de ação e aventura.


Bom, como hoje estou com o tempo um tanto apertado (estou na fase de ensaios e preparação de meu show de lançamento no próximo dia 29 de junho no teatro do SESC Pompéia em Sampa – espero vocês lá), indicarei somente essas duas coisas. Vou escrevendo de acordo com as possibilidades. Muito obrigado pela atenção e, mais uma vez, muitá música na alma.

J.O.
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